Brasil
Embaixador do Vietnã destaca o turismo como pauta importante para seu país
O Governo do Vietna atraves de sua representação em Brasília , em uma reunião com jornalistas, informou sobre os avanços políticos, econômicos e diplomáticos do país asiático, além de enfatizar o fortalecimento das relações bilaterais com o Brasil.
O embaixador Bui Van explicou sobre o2025 é um ano importante para a história do Vietnã, com a celebração dos 80 anos da Revolução de Agosto e do Dia Nacional, os 80 anos de trabalhos Diplomáticos e os 30 anos de adesão do país à Asean “Essas conquistas resultam do empenho interno e também da cooperação de parceiros como o Brasil. A parceria estratégica Vietnã-Brasil cria oportunidades em áreas como economia, cultura e diplomacia”, declarou o embaixador.
Entre os resultados apresentados, Nghi citou a ascensão do Vietnã ao grupo das 32 maiores economias do mundo, com PIB estimado em US$ 490 bilhões para 2025, crescimento médio anual de 6% e elevação do PIB per capita, que saltou de US$ 98,8 em 1990 para US$ 4.717 em 2024. O país também consolidou uma diplomacia ativa, com relações estabelecidas com 194 países, parcerias estratégicas abrangentes com 38 nações, participação em mais de 70 organismos internacionais e assinatura de 17 tratados de livre comércio , mencionou também progressos em turismo, educação e saúde, como a taxa de matrícula no ensino fundamental próxima de 99%, expectativa de vida de 75 anos e a marca de 17,5 milhões de turistas estrangeiros em 2024.
Bui Van Nghi ressaltou o fortalecimento da Parceria Estratégica entre Vietnã e Brasil, oficializada em setembro de 2024 e consolidada pelo reconhecimento do país asiático como parceiro do BRICS, em junho deste ano. O embaixador lembrou que as visitas de alto nível do primeiro-ministro Phạm Minh Chính ao Brasil (2023) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vietnã (2025) “resultaram na assinatura de acordos em educação, defesa, agricultura e diplomacia, na area economica ele destacou que comércio entre Vietna e Brasil alcançou US$ 7,98 bilhões em 2024. Entre os avanços recentes, estão a abertura do mercado brasileiro para a importação de peixe vietnamita e tilápia, assim como o início da exportação de carne bovina brasileira para o Vietnã. “Também avançamos em iniciativas culturais e esportivas, como o Memorando de Entendimento firmado entre a Federação de Futebol do Vietnã e a Confederação Brasileira de Futebol, que reforça os laços entre nossos povos”,
“A Parceria Estratégica Vietnã–Brasil abre grandes perspectivas para o crescimento conjunto. Estamos confiantes de que nossas nações seguirão unidas rumo a um mundo pacífico e próspero”, afirmou Bui Van Nghi.


Visita Oficial da Delegação da Geórgia ao Brasil ocorre entre 18 e 21 de agosto de 2025
Entre os dias 18 e 21 de agosto de 2025, o Brasil recebe a Delegação Oficial da Geórgia para uma visita diplomática que contempla uma série de encontros institucionais de alto nível. A agenda visa aprofundar as relações bilaterais entre os dois países, promovendo cooperação nas áreas política, econômica, educacional e cultural.
A programação tem início na capital federal, Brasília, onde a Delegação participa de audiências com representantes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), membros do Poder Legislativo e autoridades do Governo do Distrito Federal. Esses compromissos refletem o interesse mútuo no fortalecimento do diálogo diplomático e na ampliação das oportunidades de cooperação entre Brasil e Geórgia.
Durante a estadia em Brasília, estão previstas reuniões com parlamentares brasileiros de comissões estratégicas, com destaque para a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, além de encontros com lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Também fazem parte da programação compromissos no Instituto Rio Branco, símbolo da formação diplomática brasileira, e uma recepção oficial oferecida pela Embaixada da Geórgia no Brasil.
Durante visita oficial ao Brasil, a Delegação georgiana foi composta por destacadas autoridades, incluindo a Sra. Mariam Lashkhi, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Geórgia-Brasil e Chefe da Comissão de Educação, Ciência e Assuntos da Juventude; o Sr. Nikoloz Samkharadze, Chefe da Comissão de Relações Internacionais do Parlamento da Geórgia; e o Sr. Viktor Sanikidze, Chefe da Comissão de Esportes do Parlamento da Geórgia. Acompanhando a delegação estavam S.E. o Embaixador Zurab Mchedlishvili, o Sr. Vasili Kuchukhidze, Conselheiro da Embaixada, e a Sra. Cristiane Portela, Assessora da Embaixada da Geórgia.
A presença dessas lideranças reforça o compromisso da Geórgia com o estreitamento das relações bilaterais com o Brasil e com sua projeção internacional voltada aos valores democráticos e de cooperação multilateral.
Um dos temas da visita foi a explicação da Georgia sobre a ocupação russa em seu território, segundo membros da delegação, a Georgia procura uma negociação pacífica para resolver o problema que se estenderpor longos anos .
A visita também contempla os estados de Goiás e São Paulo. No dia 20 de agosto, a comitiva seguirá para Goiânia, onde está prevista uma agenda institucional com autoridades locais, com o intuito de explorar possíveis áreas de cooperação regional. Já no dia 21 de agosto, a Delegação estará em São Paulo, maior centro econômico do Brasil, onde deve participar de reuniões com representantes de diversos setores.
Esta visita oficial representa um marco importante na consolidação das relações diplomáticas entre Brasil e Geórgia, que vêm se fortalecendo nos últimos anos por meio de iniciativas parlamentares, acordos bilaterais e aproximações institucionais. O intercâmbio de experiências e a construção de parcerias estratégicas estão no centro dos objetivos da Delegação georgiana no país.
A iniciativa também reforça o compromisso dos dois países com o multilateralismo, o diálogo construtivo e a promoção de relações exteriores baseadas em confiança mútua, desenvolvimento sustentável e prosperidade compartilhada.

A Embaixada da República do Cazaquistão no Brasil, em parceria com a Confederação Nacional de Municípios do Brasil (CNM), o Instituto Climático VBH e o Fórum de Amizade “Cazaquistão-Brasil”, realizou a conferência científico-prática intitulada “A conquista da Essencial Paz Mundial: Apresentação das iniciativas antinucleares do Cazaquistão”. O evento foi dedicado ao Dia Internacional contra Testes Nucleares – 29 de agosto.
A conferência contou com a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do corpo diplomático e de organizações internacionais acreditadas no país, bem como de especialistas e meios de comunicação locais.
O Embaixador do Cazaquistão, Bolat Nussupov, em seu discurso de abertura, destacou as iniciativas do Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, para a construção de um mundo livre de armas nucleares, apresentadas por ele na 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, em setembro de 2019. O diplomata também ressaltou as propostas do país para a proibição de armas biológicas no contexto da criação da Agência Internacional de Segurança Biológica, sublinhando que todos os tipos de armas de destruição em massa representam uma ameaça grave à humanidade.
O Embaixador ainda relatou as consequências dos prolongados testes nucleares no Polígono de Semipalatinsk e as medidas do governo cazaque para a reabilitação da região em benefício da população que vive em áreas contaminadas. Simultaneamente, a Embaixada apresentou uma cronologia das iniciativas nucleares do Cazaquistão, incluindo a criação da zona livre de armas nucleares na Ásia Central, e destacou a importância do estabelecimento no país do Banco Internacional de Urânio pouco Enriquecido como uma nova abordagem para reforçar o regime de não proliferação nuclear.
O Presidente Honorário da União Planetária do Brasil, Presidente do Fórum de Amizade “Cazaquistão-Brasil” e ex-senador, Ulisses Riedel, sublinhou a importância de respeitar a proibição global de testes nucleares e destacou o papel histórico do Cazaquistão nessa área. Ele apelou à comunidade internacional, especialmente às potências nucleares, para que, seguindo o exemplo do Cazaquistão, adotem medidas coletivas e incondicionais para alcançar um mundo livre de armas de destruição em massa, em benefício das futuras gerações e do planeta.
O Diretor do Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares (CEAM), Mário Brazil, elogiou a contribuição do Cazaquistão para o desarmamento nuclear, a não proliferação e o uso pacífico da energia nuclear, destacando o papel do país no fortalecimento da estabilidade global e na promoção das iniciativas internacionais antinucleares. Ele também instou a comunidade internacional a seguir o exemplo do Cazaquistão para tornar o futuro do planeta mais seguro e previsível.
Os aspectos ambientais do movimento antinuclear internacional e as questões de recuperação ambiental foram abordados pelo Secretário-Geral da CNM, Edimar Santos, e pelo Vice-Presidente do Instituto Climático VBH, Rodrigo Carrijo.
Durante a conferência, os participantes trocaram opiniões técnicas sobre a compatibilidade e complementaridade dos principais instrumentos jurídicos internacionais no campo do desarmamento e da não proliferação nuclear, como o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN), o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), o Tratado de Proibição Completa de Ensaios Nucleares (TPCEN), o Tratado sobre a Zona Livre de Armas Nucleares na Ásia Central, entre outros.
Para referência: Em 2009, a resolução da Assembleia Geral da ONU declarou 29 de agosto como o Dia Internacional contra Testes Nucleares. O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN) foi adotado em julho de 2017 e entrou em vigor em 22 de janeiro de 2021, após alcançar 50 ratificações. Pela primeira vez na história, o tratado estabeleceu a proibição jurídico-internacional da posse de armas nucleares – o último tipo de arma de destruição em massa ainda não proibido por lei. Atualmente, o TPAN conta com 68 Estados Partes e 91 signatários. O Cazaquistão participou ativamente das negociações, assinou o tratado em 2 de março de 2018 e depositou seu instrumento de ratificação em 29 de agosto de 2019.


A Embaixada da República de Ruanda no Brasil celebrou, na quarta-feira (10 de julho), o 31º aniversário do Dia da Libertação (Kwibohora31), sob o tema “A Jornada de Ruanda Continua”.
O evento reuniu mais de 250 convidados, entre autoridades brasileiras, membros do corpo diplomático, acadêmicos, jornalistas, representantes do setor privado e da sociedade civil – amigos que vieram de diferentes Estados do Brasil. O convidado de honra foi o Secretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte.
Kwibohora é uma das datas mais importantes no calendário nacional de Ruanda. A celebração destacou o progresso do país desde 1994, celebrando a governança centrada nas pessoas, a paz, o desenvolvimento e a unidade nacional desde o fim do Genocídio de 1994 contra os Tutsi.
O Embaixador de Ruanda no Brasil, Sua Excelência Sr. Lawrence Manzi, enfatizou a importância da data e sua celebração no Brasil: “Para Ruanda, o Dia da Libertação nos lembra não apenas o fim de um dos capítulos mais sombrios da nossa história, mas também o renascimento de uma nação que, há trinta e um anos, encontrava-se completamente em ruínas: suas instituições destruídas, seu povo profundamente ferido e seu futuro sem uma direção clara. Assim como uma pessoa que chega aos 31 anos de idade, Ruanda hoje se encontra em uma conjuntura única — um momento de reflexão e de novas demandas vindas de seu povo. Trinta e um anos, na vida humana, representam uma fase de transição: de buscar seu lugar no mundo para viver com maior intenção, propósito e clareza.”.

Kwibohora marca o fim de um dos períodos mais trágicos da história recente — o Genocídio de 1994 contra os Tutsi — e o início de uma nova era para Ruanda, guiada por um espírito de resiliência, construção coletiva da nação e progresso econômico.
A data relembra a tomada do poder estatal em Ruanda pelas forças da Frente Patriótica de Ruanda (FPR), em 4 de julho de 1994, que pôs fim ao genocídio que se alastrava pelo país, encerrando cem dias de atos horrendos que vitimaram mais de um milhão de pessoas.

O Secretário Carlos Duarte destacou os laços crescentes de cooperação entre os dois países e o papel de liderança de Ruanda no continente africano: “Estamos confiantes de que o Brasil e Ruanda estão trilhando um caminho promissor rumo a uma parceria sólida em diversos setores. Nossa colaboração deve incluir o fortalecimento dos investimentos e do comércio em áreas como agricultura, economia verde e tecnologia. Juntos, podemos unir esforços para combater a insegurança alimentar, construir sistemas universais de saúde, promover o desenvolvimento agrícola sustentável e avançar na igualdade de gênero. Enfatizamos nossos esforços para incentivar empresários brasileiros a investir em Ruanda, ao mesmo tempo em que buscamos atrair empreendedores ruandeses para se engajarem com a economia brasileira.”.

Além da história do país, a noite também celebrou a cultura ruandesa. Com uma vibrante apresentação de danças tradicionais de Ruanda, (adicionar aqui mais detalhes com os parágrafos do Jacques), os convidados se encantaram com a riqueza do patrimônio cultural de Ruanda. Na noite anterior, a Embaixada de Ruanda no Brasil, em parceria com a Associação Bem Estar Social, realizou um evento de intercâmbio cultural Brasil-Ruanda no Teatro dos Bancários, com apresentações de danças tradicionais abertas ao público brasileiro.

Durante o evento, também foi destacada a crescente importância da parceria entre Ruanda e Brasil em áreas como educação, inovação, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável. A celebração do Kwibohora em Brasília representa um testemunho do fortalecimento dos laços culturais e diplomáticos, promovendo o intercâmbio de experiências entre os dois países e construindo pontes de solidariedade, cooperação e respeito mútuo.


Ruanda Celebra o 31º Kwibohora – Aniversário do Dia da Libertação: Um Marco de Libertação e Reconstrução
Ruanda celebrará, no dia 4 de julho, o Kwibohora31 — o 31º Aniversário do Dia da Libertação, um dos marcos mais significativos da história contemporânea do país.
O tema deste ano, “A Jornada de Ruanda Continua”, reflete os contínuos avanços da nação desde 1994. O Dia da Libertação marca o fim de um regime genocida e o início de uma nova era, em que todos os ruandeses passaram a gozar de direitos iguais, livres da marginalização e exclusão sistemáticas. Desde então, o 4 de julho é celebrado não apenas como o fim de um conflito, mas como o início de um projeto nacional baseado na paz, no desenvolvimento e na dignidade humana.
A data é comemorada anualmente em Ruanda e ao redor do mundo com cerimônias oficiais, discursos, atos memoriais e desfiles militares. Em seu discurso durante o Kwibohora 30, o Presidente Paul Kagame declarou: “A verdadeira libertação começa quando as armas se calam.” A frase tornou-se emblemática da filosofia de reconciliação de Ruanda, marcando a transição do silêncio das armas para a construção de instituições, cidadania e pertencimento.
Em 2025, Paul Kagame, Presidente da República de Ruanda, mais uma vez se dirigirá à nação e ao mundo no dia 4 de julho, às 14h30 no horário de Kigali (9h30 no horário de Brasília), em uma transmissão oficial virtual realizada pela RBA, reafirmando o compromisso de Ruanda com a paz, a soberania e a cooperação global.
No Brasil, a Embaixada da República de Ruanda em Brasília sediará, na próxima semana, a segunda celebração oficial do Kwibohora, reunindo autoridades governamentais, membros do corpo diplomático, parceiros e representantes da sociedade civil.
O evento marca uma nova fase da presença diplomática de Ruanda no país, aprofundando o diálogo político e econômico entre as duas nações. Desde sua criação, a missão diplomática em Brasília tem trabalhado para fortalecer pontes de cooperação em áreas como agricultura, tecnologia, educação, comércio e meio ambiente.
A primeira edição da celebração do Kwibohora no Brasil ocorreu em 29 de julho de 2024. Neste ano, a continuidade do evento simboliza não apenas a memória da libertação, mas também o crescimento de uma diplomacia ativa e construtiva que aproxima Ruanda da América Latina. Ao trazer a memória viva de sua reconstrução nacional para o Brasil, o país compartilha uma história de resiliência coletiva e oferece uma perspectiva de cooperação baseada em valores comuns de justiça, inovação e paz.
O Kwibohora31 é, portanto, mais do que uma celebração nacional; é um convite global à reflexão sobre os futuros possíveis que podem emergir no pós-conflito. No contexto brasileiro, também representa um símbolo de parceria e presença, fortalecendo os laços entre Ruanda e Brasil e estabelecendo um futuro de respeito mútuo e intercâmbio entre as nações.
O Embaixador da Georgia no Brasil, Zurab Mchedlishvili recebeu convidados na casa Thomas Jefferson, no dia 18 de junho, para um concerto de Jazz, seguido de um coquetel . Na ocasião músicos do país marcaram presença, a famosa vocalista georgiana, Maia Baratashvili e o pianista Giorgi Rakviashvili, protagonizaram o concerto em colaboração com músicos brasileiros. Autoridades,jornalistas e amigos da Geórgia fizeram parte do espetáculo que reuniu cerca de 200 convidados.
Sobre o Dia Nacional
Em 26 de maio de 2025, a Geórgia celebra o 107º aniversário da declaração de sua primeira república democrática independente e o 34º aniversário da restauração de sua independência.
O Dia da Independência é um feriado nacional celebrado anualmente em 26 de maio. Ele comemora o dia histórico de 1918, quando o Conselho Nacional da Geórgia declarou a independência em Tbilisi, estabelecendo a República Democrática da Geórgia.
Este dia é um símbolo da durabilidade da Geórgia como Estado, das aspirações democráticas e da resiliência de seu povo.
No dia 10 de junho, a Embaixada de Portugal no Brasil celebrou, em Brasília, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com a presença de representantes de autoridades brasileiras, do corpo diplomático e da comunidade portuguesa, não só do Distrito Federal mas também de várias partes do Brasil.
O ano de 2025, em que se inicia a comemoração dos 200 anos das relações diplomáticas entre Portugal e o Brasil, reveste uma importância maior, assinalada também pela Visita de Estado do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e pela Cimeira Bilateral que touxe a Brasília o Chefe do Governo Português e onze Ministros, ambas em fevereiro.
Nos jardins da Embaixada teve lugar um concerto da fadista Cuca Roseta, uma das mais belas interprétes de fado, estilo musical português inconfundível, para o qual também muito contribuiu o grande mestre da guitarra portuguesa Carlos Paredes que se fosse vivo comemoraria este ano o seu centésimo aniversário.
A recepção na Embaixada de Portugal também contou com vários pavilhões de empresas portuguesas e dos seus produtos, com destaque para sua gastronomia de grande qualidade.
Em seu Discurso, o Embaixador Luís Faro Ramos enfatizou sobretudo a importância das comunidades portuguesas no Brasil, valorizando o papel insubstituível, reconhecido neste país e além-fonteiras, que desempenham diariamente, e que muito contribui para a excelência do relacionamento entre os dois países e os seus povos.
A organização da Festa Nacional de Portugal teve o apoio de vários patrocinadores empresariais, como a GALP, e também a EDP e a TAP AIR PORTUGAL. Sem esquecer os azeites da SOVENA-ANDORINHA e o bacalhau BOM PORTO, bem como os vinhos proporcionados por VINIPORTUGAL, CASA SANTOS LIMA, SANTA VITÓRIA VINHOS, SABORES DE PORTUGAL – ADEGA PORTUGUESA, e os cafés DELTA. Conta ainda com o apoio do HOTEL CASA GRANDE, VFS GLOBAL, BANCO RENDIMENTO, APCER, TEIXEIRA DUARTE, SEGURANÇA ESPARTA – DINÂMICA, RANGEL, GRAVIA, EMBRAER e VILA GALÉ.
A comemoração do Dia Nacional foi uma grande mostra do melhor que Portugal, país onde tradição e modernidade andam a par, pode dar no presente ao Brasil.
Evento em Brasília comemora os 80 anos da fundação da Liga dos Estados Árabes
O Embaixador da Liga dos Estados Árabes, Qais Shqair, ofereceu uma recepção no dia 3 de junho para comemorar o aniversário da fundação da Liga dos Estados Árabes. Representantes do governo brasileiro, do corpo diplomático, da comunidade árabe e jornalistas estiveram presentes no evento, realizado na sede da Missão da Liga em Brasília.
A Liga Árabe comemorou seu 80º aniversário em 22 de março de 2025. Ela foi criada em 1945 com o objetivo de promover a cooperação e a solidariedade entre os países árabes. A organização foi fundada no Cairo, no Egito, e busca fortalecer as relações socioeconômicas, culturais e políticas entre os países membros.
É a organização mais antiga do mundo contemporâneo e tem como objetivo promover a paz e a harmonia entre os países membros e lutar por causas justas e sociais, com a Palestina no topo de sua agenda como a causa central do mundo árabe.
Em seu discurso, o Embaixador Shqair informou ao público sobre a primeira missão enviada pela Liga Árabe a 13 países americanos já em julho de 1947. A missão começou com uma visita ao Brasil e durou quase dois meses.
“A racionalização do trabalho conjunto dos 22 Estados-membros árabes em todas as áreas de cooperação por meio de conselhos ministeriais especializados serviu como porta de entrada para a Liga difundir sua missão em fóruns regionais e internacionais. O pleno envolvimento em plataformas internacionais, a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro de 17 a 19 de novembro, está no topo da agenda multilateral da Liga.
No que diz respeito às relações amigáveis com a República Federativa do Brasil, o Secretariado-Geral da Liga Árabe tem se empenhado em realizar consultas políticas com o Ministério das Relações Exteriores, buscando o caminho certo para fortalecer a cooperação em todos os campos.
Atuando como coordenadores da parte árabe e dos países latino-americanos para o Grupo ASPA, tanto o Secretariado-Geral da Liga como o Itamaraty compartilham a vontade de promover as relações entre o mundo árabe e os países latino-americanos nos campos político, econômico e cultural.”
Objetivos:
A Liga Árabe visa fortalecer a cooperação entre os países árabes, promover a solidariedade, proteger a soberania e promover o desenvolvimento econômico e cultural.
Países membros:
A Liga Árabe é composta por 22 países localizados na Ásia e na África.
Relevância:
A Liga Árabe tem desempenhado um papel importante na promoção da paz, estabilidade e prosperidade no Oriente Médio e representa a voz conjunta dos países árabes.
China e América Latina e Caribe:avançar de mãos dadas com benefícios mútuos e ganhos compartilhados no caminho da nova industrialização
Em 2014, o Presidente da China Xi Jinping propôs pela primeira vez a formação de uma comunidade com futuro compartilhado China-América Latina e Caribe (ALC). Com os esforços conjuntos da China e dos países latino-americanos e caribenhos, a formação dessa comunidade tem alcançado constantemente novos resultados, e as relações China-ALC entraram em uma nova fase de igualdade, benefícios mútuos, inovação, abertura e benefício para os povos. Da infraestrutura à energia verde, da inovação tecnológica ao apoio financeiro, nos últimos anos, a China tem utilizado seus pontos fortes em tecnologia, capital e experiência para ajudar ativamente o processo de industrialização da ALC. Com ações concretas, a China demonstra seu apoio firme aos países da região para superar os gargalos do desenvolvimento, cultivar indústrias-chave competitivas e aumentar sua capacidade de desenvolvimento independente.
Aprofundar as sinergias estratégicas e ancorar os objetivos de desenvolvimento
Atualmente, a China está acelerando o desenvolvimento de forças produtivas de nova qualidade, enquanto os países da ALC estão buscando ativamente sua transformação industrial. As sinergias estão se estabelecendo entre a Iniciativa Cinturão e Rota e cada vez mais planos de desenvolvimento de médio e longo prazo dos países latino-americanos e caribenhos, de modo que a China e a região trabalham em conjunto para impulsionar o processo de modernização. Em 2024, com a presença dos dois Presidentes, a China e o Brasil assinaram um plano de cooperação que estabelece sinergias entre a Iniciativa Cinturão e Rota e o Programa de Aceleração do Crescimento, o Plano Nova Indústria Brasil, entre outras estratégias de desenvolvimento nacionais do Brasil. Isso é mais um marco importante no aprofundamento da cooperação entre a China e os países da ALC. No passado abril, representantes de 18 países da América Latina e Caribe reuniram-se em Beijing por ocasião do Seminário de Alto Nível sobre Cooperação Industrial entre a China e a América Latina e o Caribe, durante o qual assinaram uma iniciativa conjunta, inaugurando o estabelecimento de uma parceria para cadeias produtivas e de suprimentos entre a China e a ALC, que defende a interconexão e a cooperação nas cadeias produtivas e de suprimentos, refletindo a sinergia aprofundada entre as duas partes.
Intensificar a cooperação em infraestrutura e consolidar os alicerces do desenvolvimento
A “conectividade física” de infraestrutura entre a China e os países da ALC tem se aprofundado continuamente, impulsionando de forma ininterrupta o processo de industrialização da região. O Porto de Chancay no Peru reduz substancialmente a duração logística entre a América do Sul e a Ásia, diminuindo efetivamente os custos de transporte de importação e exportação da região; O trecho Talca-Chillán da Rota 5 do Chile facilita a exportação de cerejas para a China; a primeira autoestrada moderna da Jamaica reduziu em mais da metade do tempo de viagem entre as costas norte e sul do país; a Linha 1 do Metrô de Bogotá, na Colômbia, elevou ainda mais a estabilidade e a segurança do transporte público da cidade… São projetos concretos e nomes emblemáticos, que estão impulsionando a modernização da infraestrutura e a transformação e a atualização das indústrias da ALC, fornecendo uma base material sólida para o desenvolvimento da região.
Focalizar em energia verde e qualificar a matriz do desenvolvimento
Com a missão comum da resposta às mudanças climáticas globais, a cooperação em energia verde está se tornando um laço brilhante entre a China e a ALC. O projeto de Belo Monte no Brasil compõe a linha de transmissão em corrente contínua de ultra alta tensão (±800) mais longa do mundo entre as do mesmo nível de tensão, transmite no total mais de 200 bilhões de kWh de eletricidade da região Norte para centros de carga de grande concentração populacional e industrial no Sudeste. Não só atendeu à demanda de energia de mais de 22 milhões de pessoas, mas também forneceu uma garantia energética sólida para o desenvolvimento da indústria brasileira; o grupo de projeto eólico Helios na Argentina oferece energia limpa para 360 mil residentes; o Parque Solar Mariel e a Usina Bioelétrica da Central Ciro Redondo em Cuba estão contribuindo para a segurança energética e o desenvolvimento sustentável do país. As empresas chinesas estão aumentando continuamente seus investimentos nos setores de energia hidrelétrica, solar e eólica na ALC, impulsionando vigorosamente a transição energética da região. Segundo um executivo da Vale, gigante da mineração brasileira, os projetos de energia limpa e infraestrutura construídos com investimento da China melhoram as condições de vida das pessoas nos países latino-americanos e caribenhos. Essa representa a voz da população local. Ao mesmo tempo, empresas chinesas como BYD, Great Wall Motors, Geely e Chery vêm investindo e montando fábricas na região uma após outra, ajudando a subida da região na cadeia produtiva da indústria de energia nova.
Assentar na inovação tecnológica e injetar dinamismo no desenvolvimento
A nova capacidade produtiva de boa qualidade e os novos avanços de alta tecnologia da China estão injetando novo impulso na cooperação entre a China e ALC. Nos últimos anos, áreas de ponta como economia digital, aeronáutica, inteligência artificial e comércio eletrônico transfronteiriço tornam-se novos destaques da cooperação entre a China e a região. As empresas chinesas se aderem ao princípio de “ensinar a pescar, em vez de dar o peixe”, enraízam a inovação tecnológica no solo da ALC. No Brasil, a fábrica da Gree aumentou a eficiência produtiva em 25% ao introduzir máquinas dobradeira e robôs com reconhecimento visual desenvolvidas de forma autônoma. A empresa chinesa DJI Agriculture colabora com institutos de pesquisa agrícola brasileiros, e desenvolve drones de proteção agrícola para fazendas familiares e oferece formação técnica aos agricultores, impulsionando a atualização de agricultura inteligente do Brasil.
Consolidar o apoio financeiro e fortalecer as garantias do desenvolvimento
À medida que a cooperação avança, a China oferece garantia financeira robusta e apoio em investimento e financiamento com longa duração no processo de industrialização da ALC. Em 2024, o Banco de Desenvolvimento da China atendeu ativamente às necessidades prioritárias de investimento do governo brasileiro em áreas como infraestrutura e economia verde, assinando um acordo de empréstimo de US$ 800 milhões com o BNDES, contribuindo efetivamente para a melhoria do ambiente de investimento do país. Em 2020, a Usina Hidrelétrica Minas San Francisco, no Equador, financiada pelo Banco de Exportação e Importação da China, foi concluído e entregue. O projeto satisfaz à demanda de energia da vida quotidiana de cerca de 1,2 milhão de residentes e à demanda de energia para produção de 2000 empresas, respondendo ativamente aos desejos do local por realizar uma transição verde para a energia limpa. Ademais, o Banco de Desenvolvimento da China, junto com várias instituições financeiras de desenvolvimento da ALC, todas com representação e projeção regional, lançou o Mecanismo de Cooperação Financeira China-América Latina. As instituições membros estão engajadas na exploração de oportunidades com base no princípio de consulta extensiva, contribuição conjunta para benefício compartilhado, fornecendo forte apoio financeiro para aprofundar a cooperação econômica, comercial e de investimentos entre a China e a ALC. A China promove a conectividade em finanças sustentável entre a China e a região e fortalece com seu capital paciente a capacidade de desenvolvimento autossustentável da indústria dos países da região.
Guiadas pelos princípios de tratamento em pé de igualdade, benefícios mútuos e ganhos compartilhados, a China e a ALC estão escrevendo em conjunto um novo capítulo na cooperação Sul-Sul, dando um novo paradigma da industrialização dos países do Sul Global e pintando um panorama grandioso de desenvolvimento e revitalização do Sul Global.




































