desenvolvimento sustentável
Embaixador do Vietnã destaca o turismo como pauta importante para seu país
O Governo do Vietna atraves de sua representação em Brasília , em uma reunião com jornalistas, informou sobre os avanços políticos, econômicos e diplomáticos do país asiático, além de enfatizar o fortalecimento das relações bilaterais com o Brasil.
O embaixador Bui Van explicou sobre o2025 é um ano importante para a história do Vietnã, com a celebração dos 80 anos da Revolução de Agosto e do Dia Nacional, os 80 anos de trabalhos Diplomáticos e os 30 anos de adesão do país à Asean “Essas conquistas resultam do empenho interno e também da cooperação de parceiros como o Brasil. A parceria estratégica Vietnã-Brasil cria oportunidades em áreas como economia, cultura e diplomacia”, declarou o embaixador.
Entre os resultados apresentados, Nghi citou a ascensão do Vietnã ao grupo das 32 maiores economias do mundo, com PIB estimado em US$ 490 bilhões para 2025, crescimento médio anual de 6% e elevação do PIB per capita, que saltou de US$ 98,8 em 1990 para US$ 4.717 em 2024. O país também consolidou uma diplomacia ativa, com relações estabelecidas com 194 países, parcerias estratégicas abrangentes com 38 nações, participação em mais de 70 organismos internacionais e assinatura de 17 tratados de livre comércio , mencionou também progressos em turismo, educação e saúde, como a taxa de matrícula no ensino fundamental próxima de 99%, expectativa de vida de 75 anos e a marca de 17,5 milhões de turistas estrangeiros em 2024.
Bui Van Nghi ressaltou o fortalecimento da Parceria Estratégica entre Vietnã e Brasil, oficializada em setembro de 2024 e consolidada pelo reconhecimento do país asiático como parceiro do BRICS, em junho deste ano. O embaixador lembrou que as visitas de alto nível do primeiro-ministro Phạm Minh Chính ao Brasil (2023) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vietnã (2025) “resultaram na assinatura de acordos em educação, defesa, agricultura e diplomacia, na area economica ele destacou que comércio entre Vietna e Brasil alcançou US$ 7,98 bilhões em 2024. Entre os avanços recentes, estão a abertura do mercado brasileiro para a importação de peixe vietnamita e tilápia, assim como o início da exportação de carne bovina brasileira para o Vietnã. “Também avançamos em iniciativas culturais e esportivas, como o Memorando de Entendimento firmado entre a Federação de Futebol do Vietnã e a Confederação Brasileira de Futebol, que reforça os laços entre nossos povos”,
“A Parceria Estratégica Vietnã–Brasil abre grandes perspectivas para o crescimento conjunto. Estamos confiantes de que nossas nações seguirão unidas rumo a um mundo pacífico e próspero”, afirmou Bui Van Nghi.


Visita Oficial da Delegação da Geórgia ao Brasil ocorre entre 18 e 21 de agosto de 2025
Entre os dias 18 e 21 de agosto de 2025, o Brasil recebe a Delegação Oficial da Geórgia para uma visita diplomática que contempla uma série de encontros institucionais de alto nível. A agenda visa aprofundar as relações bilaterais entre os dois países, promovendo cooperação nas áreas política, econômica, educacional e cultural.
A programação tem início na capital federal, Brasília, onde a Delegação participa de audiências com representantes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), membros do Poder Legislativo e autoridades do Governo do Distrito Federal. Esses compromissos refletem o interesse mútuo no fortalecimento do diálogo diplomático e na ampliação das oportunidades de cooperação entre Brasil e Geórgia.
Durante a estadia em Brasília, estão previstas reuniões com parlamentares brasileiros de comissões estratégicas, com destaque para a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, além de encontros com lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Também fazem parte da programação compromissos no Instituto Rio Branco, símbolo da formação diplomática brasileira, e uma recepção oficial oferecida pela Embaixada da Geórgia no Brasil.
Durante visita oficial ao Brasil, a Delegação georgiana foi composta por destacadas autoridades, incluindo a Sra. Mariam Lashkhi, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Geórgia-Brasil e Chefe da Comissão de Educação, Ciência e Assuntos da Juventude; o Sr. Nikoloz Samkharadze, Chefe da Comissão de Relações Internacionais do Parlamento da Geórgia; e o Sr. Viktor Sanikidze, Chefe da Comissão de Esportes do Parlamento da Geórgia. Acompanhando a delegação estavam S.E. o Embaixador Zurab Mchedlishvili, o Sr. Vasili Kuchukhidze, Conselheiro da Embaixada, e a Sra. Cristiane Portela, Assessora da Embaixada da Geórgia.
A presença dessas lideranças reforça o compromisso da Geórgia com o estreitamento das relações bilaterais com o Brasil e com sua projeção internacional voltada aos valores democráticos e de cooperação multilateral.
Um dos temas da visita foi a explicação da Georgia sobre a ocupação russa em seu território, segundo membros da delegação, a Georgia procura uma negociação pacífica para resolver o problema que se estenderpor longos anos .
A visita também contempla os estados de Goiás e São Paulo. No dia 20 de agosto, a comitiva seguirá para Goiânia, onde está prevista uma agenda institucional com autoridades locais, com o intuito de explorar possíveis áreas de cooperação regional. Já no dia 21 de agosto, a Delegação estará em São Paulo, maior centro econômico do Brasil, onde deve participar de reuniões com representantes de diversos setores.
Esta visita oficial representa um marco importante na consolidação das relações diplomáticas entre Brasil e Geórgia, que vêm se fortalecendo nos últimos anos por meio de iniciativas parlamentares, acordos bilaterais e aproximações institucionais. O intercâmbio de experiências e a construção de parcerias estratégicas estão no centro dos objetivos da Delegação georgiana no país.
A iniciativa também reforça o compromisso dos dois países com o multilateralismo, o diálogo construtivo e a promoção de relações exteriores baseadas em confiança mútua, desenvolvimento sustentável e prosperidade compartilhada.

China e América Latina e Caribe:avançar de mãos dadas com benefícios mútuos e ganhos compartilhados no caminho da nova industrialização
Em 2014, o Presidente da China Xi Jinping propôs pela primeira vez a formação de uma comunidade com futuro compartilhado China-América Latina e Caribe (ALC). Com os esforços conjuntos da China e dos países latino-americanos e caribenhos, a formação dessa comunidade tem alcançado constantemente novos resultados, e as relações China-ALC entraram em uma nova fase de igualdade, benefícios mútuos, inovação, abertura e benefício para os povos. Da infraestrutura à energia verde, da inovação tecnológica ao apoio financeiro, nos últimos anos, a China tem utilizado seus pontos fortes em tecnologia, capital e experiência para ajudar ativamente o processo de industrialização da ALC. Com ações concretas, a China demonstra seu apoio firme aos países da região para superar os gargalos do desenvolvimento, cultivar indústrias-chave competitivas e aumentar sua capacidade de desenvolvimento independente.
Aprofundar as sinergias estratégicas e ancorar os objetivos de desenvolvimento
Atualmente, a China está acelerando o desenvolvimento de forças produtivas de nova qualidade, enquanto os países da ALC estão buscando ativamente sua transformação industrial. As sinergias estão se estabelecendo entre a Iniciativa Cinturão e Rota e cada vez mais planos de desenvolvimento de médio e longo prazo dos países latino-americanos e caribenhos, de modo que a China e a região trabalham em conjunto para impulsionar o processo de modernização. Em 2024, com a presença dos dois Presidentes, a China e o Brasil assinaram um plano de cooperação que estabelece sinergias entre a Iniciativa Cinturão e Rota e o Programa de Aceleração do Crescimento, o Plano Nova Indústria Brasil, entre outras estratégias de desenvolvimento nacionais do Brasil. Isso é mais um marco importante no aprofundamento da cooperação entre a China e os países da ALC. No passado abril, representantes de 18 países da América Latina e Caribe reuniram-se em Beijing por ocasião do Seminário de Alto Nível sobre Cooperação Industrial entre a China e a América Latina e o Caribe, durante o qual assinaram uma iniciativa conjunta, inaugurando o estabelecimento de uma parceria para cadeias produtivas e de suprimentos entre a China e a ALC, que defende a interconexão e a cooperação nas cadeias produtivas e de suprimentos, refletindo a sinergia aprofundada entre as duas partes.
Intensificar a cooperação em infraestrutura e consolidar os alicerces do desenvolvimento
A “conectividade física” de infraestrutura entre a China e os países da ALC tem se aprofundado continuamente, impulsionando de forma ininterrupta o processo de industrialização da região. O Porto de Chancay no Peru reduz substancialmente a duração logística entre a América do Sul e a Ásia, diminuindo efetivamente os custos de transporte de importação e exportação da região; O trecho Talca-Chillán da Rota 5 do Chile facilita a exportação de cerejas para a China; a primeira autoestrada moderna da Jamaica reduziu em mais da metade do tempo de viagem entre as costas norte e sul do país; a Linha 1 do Metrô de Bogotá, na Colômbia, elevou ainda mais a estabilidade e a segurança do transporte público da cidade… São projetos concretos e nomes emblemáticos, que estão impulsionando a modernização da infraestrutura e a transformação e a atualização das indústrias da ALC, fornecendo uma base material sólida para o desenvolvimento da região.
Focalizar em energia verde e qualificar a matriz do desenvolvimento
Com a missão comum da resposta às mudanças climáticas globais, a cooperação em energia verde está se tornando um laço brilhante entre a China e a ALC. O projeto de Belo Monte no Brasil compõe a linha de transmissão em corrente contínua de ultra alta tensão (±800) mais longa do mundo entre as do mesmo nível de tensão, transmite no total mais de 200 bilhões de kWh de eletricidade da região Norte para centros de carga de grande concentração populacional e industrial no Sudeste. Não só atendeu à demanda de energia de mais de 22 milhões de pessoas, mas também forneceu uma garantia energética sólida para o desenvolvimento da indústria brasileira; o grupo de projeto eólico Helios na Argentina oferece energia limpa para 360 mil residentes; o Parque Solar Mariel e a Usina Bioelétrica da Central Ciro Redondo em Cuba estão contribuindo para a segurança energética e o desenvolvimento sustentável do país. As empresas chinesas estão aumentando continuamente seus investimentos nos setores de energia hidrelétrica, solar e eólica na ALC, impulsionando vigorosamente a transição energética da região. Segundo um executivo da Vale, gigante da mineração brasileira, os projetos de energia limpa e infraestrutura construídos com investimento da China melhoram as condições de vida das pessoas nos países latino-americanos e caribenhos. Essa representa a voz da população local. Ao mesmo tempo, empresas chinesas como BYD, Great Wall Motors, Geely e Chery vêm investindo e montando fábricas na região uma após outra, ajudando a subida da região na cadeia produtiva da indústria de energia nova.
Assentar na inovação tecnológica e injetar dinamismo no desenvolvimento
A nova capacidade produtiva de boa qualidade e os novos avanços de alta tecnologia da China estão injetando novo impulso na cooperação entre a China e ALC. Nos últimos anos, áreas de ponta como economia digital, aeronáutica, inteligência artificial e comércio eletrônico transfronteiriço tornam-se novos destaques da cooperação entre a China e a região. As empresas chinesas se aderem ao princípio de “ensinar a pescar, em vez de dar o peixe”, enraízam a inovação tecnológica no solo da ALC. No Brasil, a fábrica da Gree aumentou a eficiência produtiva em 25% ao introduzir máquinas dobradeira e robôs com reconhecimento visual desenvolvidas de forma autônoma. A empresa chinesa DJI Agriculture colabora com institutos de pesquisa agrícola brasileiros, e desenvolve drones de proteção agrícola para fazendas familiares e oferece formação técnica aos agricultores, impulsionando a atualização de agricultura inteligente do Brasil.
Consolidar o apoio financeiro e fortalecer as garantias do desenvolvimento
À medida que a cooperação avança, a China oferece garantia financeira robusta e apoio em investimento e financiamento com longa duração no processo de industrialização da ALC. Em 2024, o Banco de Desenvolvimento da China atendeu ativamente às necessidades prioritárias de investimento do governo brasileiro em áreas como infraestrutura e economia verde, assinando um acordo de empréstimo de US$ 800 milhões com o BNDES, contribuindo efetivamente para a melhoria do ambiente de investimento do país. Em 2020, a Usina Hidrelétrica Minas San Francisco, no Equador, financiada pelo Banco de Exportação e Importação da China, foi concluído e entregue. O projeto satisfaz à demanda de energia da vida quotidiana de cerca de 1,2 milhão de residentes e à demanda de energia para produção de 2000 empresas, respondendo ativamente aos desejos do local por realizar uma transição verde para a energia limpa. Ademais, o Banco de Desenvolvimento da China, junto com várias instituições financeiras de desenvolvimento da ALC, todas com representação e projeção regional, lançou o Mecanismo de Cooperação Financeira China-América Latina. As instituições membros estão engajadas na exploração de oportunidades com base no princípio de consulta extensiva, contribuição conjunta para benefício compartilhado, fornecendo forte apoio financeiro para aprofundar a cooperação econômica, comercial e de investimentos entre a China e a ALC. A China promove a conectividade em finanças sustentável entre a China e a região e fortalece com seu capital paciente a capacidade de desenvolvimento autossustentável da indústria dos países da região.
Guiadas pelos princípios de tratamento em pé de igualdade, benefícios mútuos e ganhos compartilhados, a China e a ALC estão escrevendo em conjunto um novo capítulo na cooperação Sul-Sul, dando um novo paradigma da industrialização dos países do Sul Global e pintando um panorama grandioso de desenvolvimento e revitalização do Sul Global.
Assembleia Nacional popular da China da início a Duas Sessões para definir metas econômicas de 2025
Principais conquistas de 2024
- Estabilidade econômica e recuperação do crescimento impulsionadas por medidas inovadoras de regulação macroeconômica.
- Expansão das reformas e da abertura econômica, fortalecendo o desenvolvimento interno.
- Modernização industrial e avanços tecnológicos, promovendo inovação e otimização da economia.
- Desenvolvimento equilibrado entre áreas urbanas e rurais, garantindo uma distribuição mais eficiente de recursos.
- Aprimoramento dos programas sociais, elevando a qualidade de vida da população.
- Compromisso ambiental, reforçando o modelo econômico sustentável e de baixo carbono.
- Aprimoramento da governança e estabilidade social, criando um ambiente político e econômico seguro.
Metas e diretrizes para 2025
- Crescimento econômico: PIB com expansão em torno de 5%.
- Empregabilidade: Criação de mais de 12 milhões de empregos urbanos e taxa de desemprego mantida próxima a 5,5%.
- Estabilidade de preços: Inflação ao consumidor projetada em 2%.
- Segurança alimentar: Produção de grãos estimada em 700 milhões de toneladas.
- Sustentabilidade: Redução de 3% no consumo de energia por unidade do PIB e melhorias contínuas na qualidade ambiental.
Prioridades estratégicas de Pequim
- Estímulo ao consumo e investimento: Expansão do mercado interno e fortalecimento de setores produtivos inovadores.
- Reformas estruturais: Modernização industrial e integração entre tecnologia e manufatura.
- Educação e inovação: Melhoria da qualidade educacional e incentivo à pesquisa científica.
- Abertura econômica: Fomento ao comércio exterior e ao investimento estrangeiro.
- Estabilidade financeira: Medidas para garantir segurança no mercado imobiliário e controle da dívida pública.
- Desenvolvimento sustentável: Avanços na economia verde e compromisso com metas ambientais.
- Melhoria do bem-estar social: Ampliação do acesso a serviços essenciais de saúde e fortalecimento da seguridade social.
Fortalecimento da governança e reforma política
Perspectivas para o futuro
A edição 2025 do Prêmio de Turismo Responsável da WTM Latin America acaba de ter suas inscrições abertas. O objetivo é projetar as histórias mais inspiradoras do setor de para a promoção do desenvolvimento sustentável na América Latina. Os finalistas serão anunciados em março e a cerimônia de premiação será realizada em 15 de abril, durante o evento. Sob a temática “Where Tech Meets Touch” (Quando a tecnologia encontra o contato humano em tradução livre), a WTM Latin America ocorre de 14 a 16 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Sob liderança de Pablo Menendez, que também é curador do Teatro Transformation, a quinta edição do Prêmio de Turismo Responsável está organizada a partir de seis categorias (novas e/ou revisadas) e conta com o apoio de especialistas de entidades de diferentes países da América Latina. As categorias são:
1. Melhores iniciativas para enfrentamento das mudanças climáticas e para conservação da biodiversidade. Apoiador dessa categoria: Adventure Travel Association
2. Melhores iniciativas para promover a diversidade, equidade e inclusão no turismo. Apoiador dessa categoria: Coletivo Muda
3. Melhores iniciativas para promover o impacto socioeconômico e a construção da paz através do turismo. Apoiador dessa categoria: La Mano Del Mono
4. Melhores iniciativas de trabalho em rede para promover o turismo responsável nos destinos. Apoiador dessa categoria: Planeterra.
5. Melhores iniciativas para o turismo Indígena e/ou Comunidades Tradicionais. Apoiador dessa categoria: World Indigenous Tourism Alliance (Winta).
6. Melhores iniciativas para o resgate da memória e valorização do patrimônio histórico. Apoiador dessa categoria: Acotur.
“Nós buscamos empresas e iniciativas inspiradoras, comprometidas e que tenham um trabalho relacionado a algum dos seis pilares que serão premiados. Nós sabemos que essas histórias existem. Nosso papel é projetá-las para que se tornem inspiração e um modelo de replicação para um turismo mais justo, acessível, inclusivo e sustentável”, diz Bianca Pizzolito, Event Leader da WTM Latin America.
As inscrições devem ser feitas até dia 15 de fevereiro, clicando aqui para o acesso em português, aqui para o acesso em espanhol e aqui para o acesso em inglês.
Fonte: Turisnews
Etnoturismo ganha força no Brasil e no mundo com apoio a comunidades e foco em sustentabilidade
Oetnoturismo está crescendo em todo o mundo e se consolidando como uma importante ferramenta de preservação cultural e desenvolvimento socioeconômico. Estimativas do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) indicam que a modalidade deverá injetar US$ 67 bilhões na economia global até 2034, refletindo o crescente interesse por experiências autênticas e sustentáveis que conectam viajantes às tradições de povos originários.
No Brasil, o Ministério do Turismo tem investido em programas voltados ao turismo de base comunitária, promovendo roteiros que protegem e disseminam saberes milenares de comunidades indígenas e tradicionais. As iniciativas não apenas fortalecem as economias locais, mas também favorecem a conservação ambiental, criando uma alternativa sustentável de desenvolvimento em regiões de importância ecológica e cultural.
“A valorização das comunidades originárias do Brasil, como as indígenas e quilombolas, é fundamental para promover um turismo que respeite e preserve a nossa diversidade cultural e ambiental. O turismo de base comunitária não só gera renda e oportunidades locais, mas também fortalece a identidade dessas comunidades”, aponta Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo.
Roteiros guiados por membros das comunidades reforçam a ideia de que o turismo pode ser um aliado da preservação ambiental. A relação entre o visitante e o local é construída com base no respeito à natureza e na adoção de práticas sustentáveis. Ao incentivar essas atividades, o governo federal busca combater práticas predatórias como o desmatamento, oferecendo alternativas econômicas que ajudam a proteger territórios e modos de vida.
A aposta do Brasil é que o etnoturismo e o turismo de base comunitária não só posicionem o país como destino de beleza natural, mas também um exemplo de preservação cultural e ambiental. As ações fomentadas pelo Ministério do Turismo em parceria com os povos são um passo importante na criação de uma economia sustentável, capaz de valorizar riquezas imateriais e naturais, beneficiando visitantes, comunidades e o meio ambiente.
SUPORTE – Uma das ações do MTur para fortalecer o turismo de base comunitária e valorizar culturas tradicionais é o Programa Experiências do Brasil Original, que orienta a oferta de produtos e serviços turísticos por povos indígenas e quilombolas. A iniciativa busca promover o turismo sustentável em áreas de rica diversidade cultural, proporcionando aos visitantes uma imersão autêntica nos saberes e modos de vida das comunidades.
Ao certificar os grupos envolvidos, o programa assegura que roteiros turísticos sejam conduzidos de forma responsável, respeitando as tradições e o meio ambiente. As experiências oferecidas incluem atividades a exemplo de artesanato, culinária típica, rituais culturais e visitas a locais de importância histórica e ecológica, garantindo uma vivência genuína e enriquecedora.
O reconhecimento também ajuda a potencializar a geração de renda nas comunidades e recompensam esforços para manter viva e proteger a herança cultural dos territórios. O Experiências do Brasil Original se integra a políticas mais amplas do Ministério do Turismo, voltadas à promoção do desenvolvimento regional inclusivo e sustentável, ao mesmo tempo em que preserva a biodiversidade e os saberes ancestrais.
MAPEAMENTO – O MTur lidera um projeto inovador de mapeamento das comunidades indígenas que atuam no turismo nacional. A iniciativa faz parte do Projeto “Brasil Turismo Responsável”, iniciado em julho de 2024 e que resulta de cooperação técnica junto ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O objetivo é identificar povos que desenvolvem atividades turísticas baseadas nos princípios do turismo de base comunitária, além de catalogar e promover boas práticas, sempre com a concordância dos envolvidos. Para facilitar a coleta de informações, há um formulário eletrônico que pode ser preenchido até 31 de outubro deste ano por comunidades indígenas e organizações públicas e privadas ligadas ao segmento.
A ação vai permitir a compilação de dados detalhados das ações em desenvolvimento, possibilitando um diagnóstico mais preciso das necessidades das comunidades e a promoção de seus produtos turísticos. Com a medida, o MTur pretende ampliar o Mapa Brasileiro do Turismo Responsável e contribuir para o fortalecimento de uma rede de turismo sustentável, inclusivo e culturalmente rico, respeitando saberes tradicionais e a autonomia dos povos.
Fonte: Ministério do Turismo
Embratur inaugura galeria em Nova York que promove imersão sensorial na Amazônia
A Galeria Visit Brasil – Amazônia foi oficialmente aberta nesta segunda-feira (23), em Nova York, nos Estados Unidos. A iniciativa da Embratur, em parceria com o Sebrae, apresenta as riquezas da região amazônica e a sustentabilidade de vida das comunidades locais por meio de uma jornada multissensorial: música, artesanato, fotografia, artes visuais, moda e gastronomia.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, participou da cerimônia de abertura e reforçou o objetivo do projeto. “Quando a gente fala da Amazônia, imediatamente vem à nossa cabeça a preservação. E é verdade, a Amazônia precisa ser preservada, mas preservar a Amazônia significa gerar e produzir um novo modelo de desenvolvimento que deixe a floresta de pé e seus povos também. E o turismo é uma grande ferramenta para isso e toda essa Galeria Visit Brasil baseada na Amazônia é uma demonstração de que o Brasil com S voltou: o S do Saber, o S do sabor, indicando a Amazônia como um grande destino”, afirmou Freixo.
O projeto inovador permite uma imersão pelo maior bioma do mundo instalado numa galeria de arte e receberá empresários, associações e operadores de turismo, formadores de opinião, influenciadores e jornalistas internacionais até o dia 27 de setembro.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, também marcou presença no primeiro dia de galeria. Ela acredita que o espaço-conceito irá contribuir para uma maior conscientização sobre a importância da ancestralidade indígena brasileira em sua totalidade. “É um espaço para a chamada da tomada de consciência, onde as pessoas que não conhecem a Amazônia de perto, que nunca visitaram a Amazônia, têm aqui uma noção do que é a Amazônia em toda a sua diversidade, de culturas, de povos, de territórios, de espécies, e essas espécies precisam ser protegidas não só por nós indígenas, mas por todas as pessoas”, afirmou Guajajara.
De acordo com a diretora de Administração e Finanças do Sebrae, Margarete Coelho, a parceria entre a entidade e a Embratur aproxima o Brasil dos Estados Unidos e do público-alvo. “É aqui, na Galeria Visit Brasil, que o turismo brasileiro, principalmente com o destino da Amazônia, está sendo apresentado para os Estados Unidos e para o mundo. O Sebrae e a Embratur têm uma parceria longeva, potente e que tem preparado os pequenos negócios para serem cada vez mais efetivos, mais lucrativos, mais sustentáveis, mais inclusivos e inovadores também no turismo”, pontuou Margarete Coelho.
Estratégia: Amazônia
O mercado norte-americano é estratégico para a Embratur. Os Estados Unidos foram o segundo maior emissor de turistas internacionais para o Brasil em 2023, atrás apenas da Argentina. Segundo o Portal de Dados da Embratur, o país enviou 668.478 visitantes aos destinos brasileiros no ano passado, um salto de mais de 50% em relação a 2022, quando 441 mil turistas dos EUA visitaram o Brasil. De janeiro a agosto deste ano, já foram 461,3 mil visitantes.
“A importância desse evento é central para o mercado americano. Consumidores estão prontos para viajar depois da Covid e prontos para gastar dinheiro e conhecer mais sobre a Amazônia brasileira. A gente tem visto o aumento dos negócios e estamos trabalhando com os agentes de viagens dos Estados Unidos para criar esses pacotes. A parceria com a Embratur para que as pessoas conheçam a região, sobre o que há de novo e de sustentável, é um grande benefício”, avaliou o vice-presidente da Associação de Operadoras de Turismo dos Estados Unidos (USTOA), Peggy Murphy.
Para o cônsul-geral do Brasil em Nova York, Adalnio Senna, a importância deste momento vai além do turismo. “É importante uma integração global que mostre a importância da Amazônia para o mundo. Temos a convicção de que a partir da COP30 tenhamos uma inflexão positiva para manter a floresta em pé, sob a liderança do Brasil. Bioeconomia e transição energética são temas prioritários que tratamos com os Estados Unidos”, reforçou.
Amazônia legal
Os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão compõem a região amazônica, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até 27 de setembro, os visitantes irão participar de painéis com representantes de entidades ligadas ao turismo sustentável, bioeconomia e a promoção de toda a Amazônia, exposições digitais de fotógrafos brasileiros renomados, degustação da gastronomia regional de chefs brasileiros e experiências interativas.
Para o governador do Pará, Helder Barbalho, a Galeria é uma oportunidade de os norte-americanos conhecerem mais sobre a diversidade do estado. “Esta imersão na Amazônia, este chamamento para que se possa conhecer um pouco da experiência das nossas belezas, das nossas riquezas, certamente alavanca a visibilidade, a estratégia de apresentação da Amazônia”, afirmou. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, endossou as palavras de Barbalho. “A Amazônia é um local diferenciado. Ela faz com que a gente sinta experiências únicas, que não existem em outros lugares. Existem locais que o mundo sempre fala, agora é hora de conhecer esses lugares”, acrescentou.
Diversidade amazônica
A riqueza de ingredientes amazônicos será representada por chefs brasileiros renomados que estarão no comando da cozinha da Galeria Visit Brasil em Nova York, promovendo degustações para encantar os visitantes internacionais. Para o chef paraense Saulo Jennings, um dos nomes que integram o time da gastronomia do espaço, a galeria consolida a Amazônia em um alto patamar da gastronomia mundial.
“Recentemente, fui nomeado pela ONU como embaixador do turismo gastronômico mundial e acredito que essa galeria vem mostrar toda essa diversidade do nosso turismo, diversidade do que a gente tem para oferecer para o mundo. É uma oportunidade de levar para o Brasil pessoas importantes, networking para a gente transformar em negócio e geração de emprego e renda”, finalizou.
Conectividade
A promoção internacional da região amazônica também é acompanhada de uma estratégia que busca ampliar a conectividade aérea. A Embratur atua em parceria com as companhias aéreas para atrair novos voos internacionais, em acordos que preveem promoção conjunta das novas rotas. Hoje, os visitantes estrangeiros podem acessar a região pela nova rota Lisboa (PT)-Belém (PA)-Manaus (AM), da companhia aérea TAP. Além disso, a frequência de voos para a região também aumentou. Atualmente são cinco voos Lisboa-Belém (TAP) e sete saindo de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, para Belém, pela Azul.
Fonte: Embratur

