O jornalista político Leandro Mazzini, 49 anos, lança em agosto o livro Depois do Papel – A reinvenção da imprensa na era da internet, publicado pela Editora Senac-DF. A obra apresenta uma análise dos últimos 25 anos do jornalismo, abordando as transformações nas redações, a crise dos jornais impressos e a migração para o ambiente digital.
Na avaliação de Mazzini, o futuro da imprensa poderá envolver grandes grupos econômicos no controle dos veículos de comunicação. “Os jornais terão naming rights”, afirma o jornalista, referindo-se à possibilidade de bancos, operadoras de telefonia, big techs e outros conglomerados ampliarem sua participação no setor.
O jornalista também prevê mudanças profundas no modelo de negócio das empresas de comunicação. Para ele, a redução da circulação dos jornais impressos deverá acelerar a transição para formatos digitais. “O jornal impresso morreu, mas o velório é caro”, avalia.
Apesar das mudanças, Mazzini considera que a atividade jornalística continuará relevante. “O jornalismo nunca morrerá, apenas se reinventa”, afirma, em uma síntese da proposta central da obra.
O livro também resgata a trajetória da Coluna Esplanada, criada e editada por Mazzini desde 2011. Com foco nos bastidores dos Três Poderes, a coluna é atualmente reproduzida diariamente por mais de 60 jornais e portais de notícias em todos os estados brasileiros.
O lançamento de Depois do Papel está previsto para 28 de agosto, a partir das 16h, na Casa de Chá da Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

