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Embaixador do Vietnã destaca o turismo como pauta importante para seu país
O Governo do Vietna atraves de sua representação em Brasília , em uma reunião com jornalistas, informou sobre os avanços políticos, econômicos e diplomáticos do país asiático, além de enfatizar o fortalecimento das relações bilaterais com o Brasil.
O embaixador Bui Van explicou sobre o2025 é um ano importante para a história do Vietnã, com a celebração dos 80 anos da Revolução de Agosto e do Dia Nacional, os 80 anos de trabalhos Diplomáticos e os 30 anos de adesão do país à Asean “Essas conquistas resultam do empenho interno e também da cooperação de parceiros como o Brasil. A parceria estratégica Vietnã-Brasil cria oportunidades em áreas como economia, cultura e diplomacia”, declarou o embaixador.
Entre os resultados apresentados, Nghi citou a ascensão do Vietnã ao grupo das 32 maiores economias do mundo, com PIB estimado em US$ 490 bilhões para 2025, crescimento médio anual de 6% e elevação do PIB per capita, que saltou de US$ 98,8 em 1990 para US$ 4.717 em 2024. O país também consolidou uma diplomacia ativa, com relações estabelecidas com 194 países, parcerias estratégicas abrangentes com 38 nações, participação em mais de 70 organismos internacionais e assinatura de 17 tratados de livre comércio , mencionou também progressos em turismo, educação e saúde, como a taxa de matrícula no ensino fundamental próxima de 99%, expectativa de vida de 75 anos e a marca de 17,5 milhões de turistas estrangeiros em 2024.
Bui Van Nghi ressaltou o fortalecimento da Parceria Estratégica entre Vietnã e Brasil, oficializada em setembro de 2024 e consolidada pelo reconhecimento do país asiático como parceiro do BRICS, em junho deste ano. O embaixador lembrou que as visitas de alto nível do primeiro-ministro Phạm Minh Chính ao Brasil (2023) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vietnã (2025) “resultaram na assinatura de acordos em educação, defesa, agricultura e diplomacia, na area economica ele destacou que comércio entre Vietna e Brasil alcançou US$ 7,98 bilhões em 2024. Entre os avanços recentes, estão a abertura do mercado brasileiro para a importação de peixe vietnamita e tilápia, assim como o início da exportação de carne bovina brasileira para o Vietnã. “Também avançamos em iniciativas culturais e esportivas, como o Memorando de Entendimento firmado entre a Federação de Futebol do Vietnã e a Confederação Brasileira de Futebol, que reforça os laços entre nossos povos”,
“A Parceria Estratégica Vietnã–Brasil abre grandes perspectivas para o crescimento conjunto. Estamos confiantes de que nossas nações seguirão unidas rumo a um mundo pacífico e próspero”, afirmou Bui Van Nghi.
A Embaixada da República de Ruanda no Brasil celebrou, na quarta-feira (10 de julho), o 31º aniversário do Dia da Libertação (Kwibohora31), sob o tema “A Jornada de Ruanda Continua”.
O evento reuniu mais de 250 convidados, entre autoridades brasileiras, membros do corpo diplomático, acadêmicos, jornalistas, representantes do setor privado e da sociedade civil – amigos que vieram de diferentes Estados do Brasil. O convidado de honra foi o Secretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte.
Kwibohora é uma das datas mais importantes no calendário nacional de Ruanda. A celebração destacou o progresso do país desde 1994, celebrando a governança centrada nas pessoas, a paz, o desenvolvimento e a unidade nacional desde o fim do Genocídio de 1994 contra os Tutsi.
O Embaixador de Ruanda no Brasil, Sua Excelência Sr. Lawrence Manzi, enfatizou a importância da data e sua celebração no Brasil: “Para Ruanda, o Dia da Libertação nos lembra não apenas o fim de um dos capítulos mais sombrios da nossa história, mas também o renascimento de uma nação que, há trinta e um anos, encontrava-se completamente em ruínas: suas instituições destruídas, seu povo profundamente ferido e seu futuro sem uma direção clara. Assim como uma pessoa que chega aos 31 anos de idade, Ruanda hoje se encontra em uma conjuntura única — um momento de reflexão e de novas demandas vindas de seu povo. Trinta e um anos, na vida humana, representam uma fase de transição: de buscar seu lugar no mundo para viver com maior intenção, propósito e clareza.”.
Kwibohora marca o fim de um dos períodos mais trágicos da história recente — o Genocídio de 1994 contra os Tutsi — e o início de uma nova era para Ruanda, guiada por um espírito de resiliência, construção coletiva da nação e progresso econômico.
A data relembra a tomada do poder estatal em Ruanda pelas forças da Frente Patriótica de Ruanda (FPR), em 4 de julho de 1994, que pôs fim ao genocídio que se alastrava pelo país, encerrando cem dias de atos horrendos que vitimaram mais de um milhão de pessoas.
O Secretário Carlos Duarte destacou os laços crescentes de cooperação entre os dois países e o papel de liderança de Ruanda no continente africano: “Estamos confiantes de que o Brasil e Ruanda estão trilhando um caminho promissor rumo a uma parceria sólida em diversos setores. Nossa colaboração deve incluir o fortalecimento dos investimentos e do comércio em áreas como agricultura, economia verde e tecnologia. Juntos, podemos unir esforços para combater a insegurança alimentar, construir sistemas universais de saúde, promover o desenvolvimento agrícola sustentável e avançar na igualdade de gênero. Enfatizamos nossos esforços para incentivar empresários brasileiros a investir em Ruanda, ao mesmo tempo em que buscamos atrair empreendedores ruandeses para se engajarem com a economia brasileira.”.
Além da história do país, a noite também celebrou a cultura ruandesa. Com uma vibrante apresentação de danças tradicionais de Ruanda, (adicionar aqui mais detalhes com os parágrafos do Jacques), os convidados se encantaram com a riqueza do patrimônio cultural de Ruanda. Na noite anterior, a Embaixada de Ruanda no Brasil, em parceria com a Associação Bem Estar Social, realizou um evento de intercâmbio cultural Brasil-Ruanda no Teatro dos Bancários, com apresentações de danças tradicionais abertas ao público brasileiro.
Durante o evento, também foi destacada a crescente importância da parceria entre Ruanda e Brasil em áreas como educação, inovação, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável. A celebração do Kwibohora em Brasília representa um testemunho do fortalecimento dos laços culturais e diplomáticos, promovendo o intercâmbio de experiências entre os dois países e construindo pontes de solidariedade, cooperação e respeito mútuo.
Por Barbara Costa
A cooperação entre a China e a América Latina tem se desenvolvido de forma consistente ao longo das últimas décadas, estabelecendo uma sólida base de confiança política mútua. Essa relação tem raízes em um histórico de diálogo e parcerias estratégicas, que se intensificaram com o tempo, demonstrando o comprometimento de ambas as partes em promover um desenvolvimento conjunto.
Ao longo dos anos, os resultados dessa cooperação têm sido expressivos, especialmente nas áreas econômica e comercial. Os dados de comércio bilateral mostram um crescimento significativo, com a China tornando-se um dos principais parceiros comerciais da América Latina, especialmente do Brasil. Além disso, a cooperação em investimentos já alcançou marcos importantes, com destaque para o progresso em negociações de acordos de livre comércio, que visam facilitar ainda mais o fluxo de bens e serviços entre as regiões.
No campo das infraestruturas, a parceria sino-latino-americana tem rendido frutos concretos, com a China contribuindo para a construção e modernização de rodovias, ferrovias, portos e sistemas de energia. Esses projetos não apenas impulsionam o desenvolvimento econômico local, como também fortalecem a integração regional.
O intercâmbio humano tem sido outro pilar fundamental dessa cooperação. Projetos na área da educação, iniciativas de intercâmbio cultural, programas de cooperação civil, pesquisa e inovação têm aproximado ainda mais os povos das duas regiões, promovendo o entendimento mútuo e a valorização da diversidade cultural.
No âmbito multilateral, a China e os países da América Latina têm aprofundado sua colaboração por meio de fóruns e organizações como os BRICS, a Iniciativa Cinturão e Rota e o Fórum China-América Latina. Essas plataformas têm permitido avanços significativos na coordenação de políticas e na promoção de projetos conjuntos, ampliando os benefícios da cooperação para além das fronteiras bilaterais.
No caso específico do Brasil, o investimento chinês tem tido um impacto positivo em setores estratégicos como infraestrutura, energia, agricultura e mineração. Esses aportes não apenas geram empregos e promovem o crescimento econômico, como também trazem ganhos sociais importantes, contribuindo para a redução de desigualdades e o fortalecimento de comunidades locais.
A perspectiva para o futuro da cooperação sino-latino-americana é promissora. Há espaço para a abertura de novas oportunidades em áreas como pesquisa científica, inovação tecnológica e intercâmbio acadêmico. Além disso, é fundamental aprofundar as parcerias já existentes e ampliar o comércio bilateral, promovendo uma integração ainda mais robusta. A colaboração entre China e América Latina tem potencial para contribuir significativamente com o desenvolvimento global, servindo como modelo de cooperação solidária, inclusiva e sustentável.
A Embaixada da República de Ruanda na República Federativa do Brasil está organizando a 31ª Memorial do Genocídio Contra os Tutsi (KWIBUKA31) em Brasília no dia 07 de abril.
A Memorial deste ano é realizada sob o tema “Lembrar – Unir – Renovar”. Os eventos oficiais de Memorial da Embaixada ocorrerão na Câmara Legislativa do Distrito Federal, das 9h30 às 12h, e a iluminação da Catedral Metropolitana de Brasília com as cores nacionais de Ruanda (Verde, Amarelo e Azul), a partir das 19h, em homenagem às vítimas do Genocídio Contra os Tutsi de 1994.
A Memorial comumente chamada de “KWIBUKA”, que significa “LEMBRAR” na língua nacional de Ruanda “KINYARWANDA”, é um evento anual que dura 100 dias, começando em 7 de abril. Este dia foi designado pelas Nações Unidas como o Dia Internacional de reflexão sobre o Genocídio Contra os Tutsi em Ruanda.
KWIBUKA serve como um momento para honrar a memória das vítimas, apoiar os sobreviventes, lembrar mais de 1 milhão de vidas que foram mortas durante o genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda. Ele também desempenha um papel crucial para educar a comunidade internacional sobre a importância da lembrança e a luta contra a negação e a ideologia do genocídio.
Durante o evento de Memorial Oficial na Câmara Legislativa do Distrito Federal, haverá declarações como: Por que lembrar: Estratégias para combater a negação do genocídio e nosso dever de defender a clareza histórica; as lições aprendidas com o Genocídio de 1994 contra os Tutsi; Sobrevivendo para Contar: Memória e o Poder do Testemunho; para citar alguns, cada um dos quais discutirá sobre a responsabilidade da lembrança para garantir que a história seja contada com sinceridade e que as vozes dos sobreviventes moldem como as gerações futuras entenderão o genocídio.
Também em homenagem às vítimas do Genocídio Contra os Tutsi de 1994, a Catedral Metropolitana de Brasília será iluminada com as cores nacionais de Ruanda, e haverá a execução de músicas e vídeos.
Os participantes do Kwibuka31 devem incluir, entre outros, membros do corpo diplomático, representantes dos governos federal e local do Brasil, instituições acadêmicas, instituições religiosas, sociedade civil, think tanks, organizações internacionais.
A Embaixada então convida o(a) Senhor(o) a ficar conosco neste ato de lembrança para homenagear os sobreviventes, defender a clareza histórica e reforçar nosso compromisso compartilhado de Nunca Mais genocídio em lugar nenhum.
Assembleia Nacional popular da China da início a Duas Sessões para definir metas econômicas de 2025
Principais conquistas de 2024
- Estabilidade econômica e recuperação do crescimento impulsionadas por medidas inovadoras de regulação macroeconômica.
- Expansão das reformas e da abertura econômica, fortalecendo o desenvolvimento interno.
- Modernização industrial e avanços tecnológicos, promovendo inovação e otimização da economia.
- Desenvolvimento equilibrado entre áreas urbanas e rurais, garantindo uma distribuição mais eficiente de recursos.
- Aprimoramento dos programas sociais, elevando a qualidade de vida da população.
- Compromisso ambiental, reforçando o modelo econômico sustentável e de baixo carbono.
- Aprimoramento da governança e estabilidade social, criando um ambiente político e econômico seguro.
Metas e diretrizes para 2025
- Crescimento econômico: PIB com expansão em torno de 5%.
- Empregabilidade: Criação de mais de 12 milhões de empregos urbanos e taxa de desemprego mantida próxima a 5,5%.
- Estabilidade de preços: Inflação ao consumidor projetada em 2%.
- Segurança alimentar: Produção de grãos estimada em 700 milhões de toneladas.
- Sustentabilidade: Redução de 3% no consumo de energia por unidade do PIB e melhorias contínuas na qualidade ambiental.
Prioridades estratégicas de Pequim
- Estímulo ao consumo e investimento: Expansão do mercado interno e fortalecimento de setores produtivos inovadores.
- Reformas estruturais: Modernização industrial e integração entre tecnologia e manufatura.
- Educação e inovação: Melhoria da qualidade educacional e incentivo à pesquisa científica.
- Abertura econômica: Fomento ao comércio exterior e ao investimento estrangeiro.
- Estabilidade financeira: Medidas para garantir segurança no mercado imobiliário e controle da dívida pública.
- Desenvolvimento sustentável: Avanços na economia verde e compromisso com metas ambientais.
- Melhoria do bem-estar social: Ampliação do acesso a serviços essenciais de saúde e fortalecimento da seguridade social.
Fortalecimento da governança e reforma política
Perspectivas para o futuro
Grupo de Mídias da China realiza grande evento em Brasília com presença de autoridades
Cultura e entretenimento têm grande potencial para aproximar diferentes povos, uma vez que desperta curiosidades sobre a identidade de cada país. “Meu sonho sempre foi o de conhecer a protagonista da novela Escrava Isaura [a atriz Lucélia Santos]. Eu a tinha como ídola. Isso mostra o poder da cultura que uma novela brasileira exerceu em mim”, disse o vice-ministro do Departamento de Comunicação do Partido Comunista da China, Shen Haixiong.
“Uma semente que despertou expectativas com relação à cultura brasileira”, acrescentou. Haixiong discursou em Brasília, em evento comemorativo aos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
Ele é também presidente da China Media Group (CMG), o maior grupo de rádio e televisão da China, que celebrou e renovou, nesta quarta-feira (20), uma série de acordos com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O objetivo é viabilizar a produção e troca de materiais audiovisuais.
“CMG e EBC aproximarão ainda mais nossos povos, além de promover intercâmbios técnicos, tecnológicos e culturais ao apresentar a vocês histórias da China”, disse Haixiong, referindo-se a programas como a 3ª temporada do “Clássicos Citados por Xi Jinping”, série que conta com a participação do presidente chinês.
Presente no evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou o potencial que a cultura tem para os mais diversos setores da economia.

“A cultura é o caminho para aproximarmos ainda mais nossos povos”, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Foto – Valter Campanato/Agência Brasil
“A cultura é o caminho para aproximarmos ainda mais nossos povos. E os dois grupos midiáticos [EBC e CMG] ajudarão a tornar a China mais conhecida no Brasil; e o Brasil mais conhecido na China, favorecendo, por exemplo, o turismo e outros setores [a ele relacionados]”, disse Alckmin.
Intercâmbio cultural
Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, disse que o encontro de hoje e os acordos firmados consolidam o intercâmbio cultural e os laços entre Brasil e China.
“São 50 anos de restabelecimento das relações diplomáticas com este parceiro estratégico para o Brasil, em diversos setores econômicos e culturais. Hoje, também nas comunicações, ao compartilharmos histórias, valores e visões de mundo”.
“Temos agora o compromisso de ampliar essa cooperação, com trocas de conteúdos e projetos conjuntos para levar vozes e histórias aos dois países”, acrescentou. Pimenta destacou ainda que, além de potencializar o turismo, as cooperações também devem abranger áreas como as de educação, medicina, comércio e treinamentos de profissionais, entre outras.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, avalia que tais parcerias mostram que Brasil e China vivem um de seus melhores momentos em termos de relações bilaterais. “Alcançamos hoje um outro patamar. No audiovisual, teremos trocas culturais cada vez mais frequentes”, comemorou.
Combate à desinformação
O presidente da EBC, Jean Lima, lembrou que a parceria com a CMG teve início em 2019, abrangendo troca de programas, compartilhamento de conteúdo, formação de profissionais, bem como intercâmbio tecnológico. “Estamos preparados para as oportunidades e perspectivas que essa parceria continuará a proporcionar”.
Lima destacou o papel que a comunicação pública e governamental tem para o combate à desinformação, em especial em países de dimensões continentais e diferenças regionais como Brasil e China.
“É preciso reverter esse processo [da desinformação], que tanto enfraquece o sistema político, polariza as relações e abala as instituições democráticas”. Ele ainda defendeu o papel da educação midiática enquanto estímulo ao senso crítico, segundo ele, um dos pilares indispensáveis para a formação do cidadão e a integridade da informação.
Fonte: Agência Brasil
A Coreia do Sul é considerada um milagre econômico mundial por ser uma das grandes histórias de superação e rápida ascensão. O país conseguiu mudar a vida de sua população, saindo da linha de um país subdesenvolvido para um país desenvolvido. Aliás, muito desenvolvido.
Quando a Guerra da Coreia teve fim, em 1953, a nação, destruída pelo conflito, era mais pobre do que a maioria das nações latino-americanas. Muitos coreanos vieram para o Brasil, à procura de uma vida melhor. Hoje, existem cerca de 50 mil coreanos residindo no país.
As coisas mudaram muito e a Coreia é, hoje, uma das economias mais sofisticadas do mundo. A experiência do país levou a muitas tentativas de compreender o que permitiu este crescimento econômico tão rápido.
Procurando informações, me deparei com uma narrativa de Jasper Kim, professor da Universidade Ewha, em Seul: “A Coreia do Sul conseguiu chegar onde está, apostando no único recurso que tinha em abundância: seu povo”.
O país passou da pobreza para a riqueza num curto espaço de tempo. Esta é, talvez, a parte menos controversa das explicações que foram dadas para examinar o milagre econômico sul-coreano.
Economistas e líderes de todas as tendências políticas concordam que aumentar o capital humano através de um grande investimento na educação é um dos segredos do sucesso da nação asiática.
Outras explicações são mais complexas e suscitam críticas. Entre as características dos negócios na Coreia do Sul está a forte presença de grandes grupos empresariais dominados por famílias, conhecidos como “chaebol”.
Samsung é o mais famoso desses grupos. Eles vendem de tudo, de máquinas de lavar a telefones celulares, incluindo hotéis e seguradoras. Vale ressaltar que o controle de vários desses grupos foi herdado. A Samsung, por exemplo, é controlada pela família Lee desde 1938. Lee Kun Hee (72 anos) assumiu o comando no lugar de seu pai, em 1987.
Talvez o mais complexo de todos os fatores a explicar seja o papel desempenhado pelas instituições políticas, particularmente nos anos em que a economia do país começou a deslanchar, na década de 1960.
Muitos dizem que o governo autoritário sul-coreano da época teve a ver com isso. O controverso Park Chung-Hee tomou o poder num golpe militar em 1961 e governou durante 18 anos.
Alguns críticos alegam que ele usou seu poder para pressionar os ricos a investir nas indústrias do país. Mesmo sobre controversas declarações de alguns estudiosos, todos são unânimes em afirmar um fato: “Deu Certo!”
A prosperidade e estabilidade econômica da Coreia é conhecida por todo o mundo. É difícil dizer se o que aconteceu por lá funcionaria hoje. Mas, funcionou à época.
Tecnologia
A população da Coreia do Sul desfruta de um elevado desenvolvimento humano. A infraestrutura de transportes e telecomunicações do país é uma das mais modernas do mundo. A Tecnologia está por todos os lados e a comodidade proporcionada pela organização é exemplo mundial.
Turismo e atrações
Segundo a revista Forbes, o K-pop é a razão mais citada para visitar o país, de acordo com um relatório divulgado em outubro, pelo Ministério da Cultura e Turismo da Coreia do Sul. Por três anos, pesquisadores acompanharam menções da cultura coreana nas mídias sociais e online nos 20 principais países e, os assuntos que mais impulsionaram o turismo foram: o K Pop, a comida coreana e a cultura.
Uma rápida passagem pela Embaixada
Para falar tudo sobre este fascinante país, seria preciso escrever um livro, não um texto. O investimento coreano está por todas as partes, e quando falo de investimento não é só financeiro. Há um investimento humano, um “soft power‘’.
Um exemplo disso é o simpático embaixador da Coreia no Brasil, Lim ki -mo. Um diplomata de carreira que, além de cumprir o papel burocrático que a missão exige, encantou o povo brasileiro cantando músicas locais, de artistas populares. Aprendeu tudo, decorou todas as letras, canta e conquista pessoas por onde passa. Está presente nos maiores jornais do Brasil e é conhecido de norte a sul.
Isso demonstra o grau de envolvimento com o trabalho e o respeito com o país anfitrião. O ministro da Embaixada Gun Hwa Kim, também é outro exemplo. Escreveu, inclusive, um livro sobre o Brasil e fala português.
Cultura
Enfim, há muito o que escrever, falar e ouvir sobre a Coreia. Não podemos esquecer as séries e filmes da NETFLIX que aparecem a cada dia como sugestão para assistirmos.
A peculiar e única cidade de Busan, a metrópole organizada, Seoul e o interior tradicional.
Um conjunto de investimentos tecnológicos, humanos, que mantêm viva a tradição milenar e a modernidade em um só local, com um objetivo claro: preservar o desenvolvimento conquistado.
A Coreia tem muito a ensinar ao mundo e, aos poucos, vamos aprendendo e conhecendo ainda mais. Precisamos destes exemplos para crescermos como nação e até mesmo como pessoas.